E agora, algo completamente diferente!

>> sábado, 25 de Fevereiro de 2006


Frustrad(a)o com o seu trabalho?
Já pensou despachar o chefe a grande velocidade?
Isso por enquanto ainda é penalizado por lei.
Mas sempre pode ir treinando aqui [clik and go].
Não aconselhamos que tente no computador
da empresa nem nas horas de expediente.

Divirta-se!!![ se aguentar a musica irritante, claro]
Com os cumprimentos do Come[n]ta-Blog

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Olá!

Olá a todos!

Cheguei aqui agora a convite da Flor.
Vou gostar de ler os vossos comentários sobre livros, leituras e afins, e deixar os meus sempre que for possível.
Até breve!

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"Tuesday’s Child" de Louise Bagshawe

>> sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2006




Tratando-se de um autora minha desconhecida, pegar nele foi uma acto de risco e aventura.

Alguns de nós somos assim, leitores audaciosos, gostamos desta vida de risco, sempre à beira do abismo, quase a cair na tentação de voltar a ler Os Lusíadas em verso haiku traduzido por um sueco empregado do Ikea.

Por isso não me queixo dos maus anos literários, porque de um momento para o outro não existem.

São só surpresas, e sempre os posso descartar sem grande preocupação porque não procuro a leitura da minha vida. Procuro a páginas tantas que as somando [às paginas, claro] possa ter um best-reading de gosto garantido [se é que isso pode existir].

Mas já chega de reflexão hedonística e vamos ao que interessa.

Este livro exigiu que voltasse a ele. Há livros assim. Que não gostam que os troquemos por outros e que deixemos de os citar a todo o momento.

"Tuesday’s Child" de Louise Bagshawe conta a história simples de uma recém-mulher saída de uma adolescência "maria-rapaz" para um mundo profissional que desconhece, onde tudo lhe exigem segundo códigos que ainda não lhe são familiares. Assim vai tentar [re]descobrir com inteligência a relação de desiquilíbrio necessária para sobreviver num mundo de homens onde apenas as mulheres "abonecadas" têm lugar. Desenvolto, sensível, bem escrito e, em algumas páginas, mesmo surpreendentemente original na sua forma de abordar problemas antigos.

Gosto de livros com volte face inesperado [passe a redundância], com aquele coup de foundre, aquele twist que nos faz dar pulos de contente. Porque neste casos, quando pensamos com tristeza que o livro se dirige para o final Happy/Sad End voltamos a respirar de alívio e tornamos a mergulhar na montanha russa da escrita, até que o verdadeiro final aconteça.

Sendo uma escritora com mais de meia dúzia de títulos, vale a pena explorar esta leitura intensa e até, quem sabe, aproveitar as ideias originais que aqui e acolá nos são oferecidas [não deixem de apreciar na parte final o negócio a que a nossa heroína de dedica].
Soberba leitura. Ainda bem que há livros e autores assim. Permitem-nos fazer as pazes com muito do lixo que nos é dado com literatura. Helás!

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Desgraça, desgraça...

>> quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2006

... é dar com um SÍTIO onde comprando 25$ de livros... ou mais nos dão, à nossa escolha, outros 25$ de livros... ou mais.
Isso é que é desgraça! lol
:P

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Em termos literários...

>> quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2006

... Janeiro foi um bom mês. Li bastante e gostei de grande parte dos livros que li...
No entanto, Fevereiro foi um mês demasiado atribulado o que se veio a reflectir em termos de leituras.

Em estilo de antecipação, penso que posso dizer que nestes 2 meses fiz 2 boas descobertas: Laura Esquivel e Jodi Picoult.
A primeira conhecia de nome mas nunca tinha lido nada dela enquanto a segunda apenas fiquei a conhecer devido ao
Bookcrossing. Recomendo ambos os livros e vou com toda a certeza ler mais delas...

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A minha grande desgraça

>> terça-feira, 21 de Fevereiro de 2006

Se todos estão desencorajados com as leituras este ano, eu então estou desesperada, a falha parece-me minha porque a escolha dos vários títulos até nem é de todo má e, no entanto, não há livro que me pegue.
A verdade é que eu não acabei de ler nenhum livro este ano (excepto BD, e há um post no forno com as minhas leituras de BD deste ano). Seja como for decidi partilhar a minha desgraça com vocês, aqui fica uma lista dos livros que comecei a ler desde o ínicio do ano e que ainda estão pendurados:


"A História Interminável", de Michael Ende


"A Conspiração", de Dan Brown


"The Call of Cthulhu: And Other Weird Stories", de H. P. Lovecraft


"A Feast for Crows", de George R. R. Martin


"A Biblioteca do Geógrafo", de Jon Fasman


"The Princess Diaries", de Meg Cabot

E sem falar do que está pendurado do ano passado...

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Odd Koontz :o)

>> segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2006


Aqui há uns dias queixei-me neste blog de ainda não ter havido nenhum livro este ano que realmente puxasse por mim. Ontem cheguei à conclusão que o problema talvez não seja dos livros, mas meu, porque ao ter de ir ao enorme monte TBR escolher o próximo a ler, em vez do costumeiro problema de decidir entre vários que me apetecem, dei comigo a pensar que não me apetecia ler nenhum! Ou porque eram grandes, ou porque eram "pesados", ou porque a chick lit podia ser fraquinha, etc e tal.
Sendo assim, acabei por me decidir pelo
Odd Thomas, já que sendo um dos meus autores favoritos, é raro ter decepções com o Dean Koontz. Geralmente são livros difíceis de largar, que nos metem medo ou deixam com uma nova esperança neste mundo (os últimos livros deles têm tido "medo" a menos, infelizmente). Este livro já tem uma continuação, Forever Odd, e como as críticas foram sempre boas, pode ser que me faça fazer as pazes com a leitura :o)

Claro que, como sempre, recomendo Koontz a toda a gente!! ;op

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Trilogia Wang Lung de Pearl S. Buck

O primeiro livro desta trilogia é Terra Bendita, e também é o primeiro livro que li de Pearl S. Buck.
Fiquei viciada no livro e não consgui largá-lo antes de o terminar.
Terra Bendita passa-se na China rural do século XIX e conta-nos a luta de Wang Lung e sua mulher, que vivendo uma vida dura de camponeses conseguem vencer na vida. E tudo graças à terra. Eles passam por tudo na vida: pobreza, fome, desgostos, etc. Mas, no final, conseguem ascender a um estrato mais alto, comprando a Casa Grande dos ricos da aldeia onde moram.
Os livros seguintes - Os filhos de Wang Lung e Casa Dividida - retratam a vida dos filhos de Wang Lung, em especial Wang o Tigre (filho mais novo) e o filho deste (Yuan).
Apesar de ter ficado fascinada com o enredo e forma de escrever do primeiro livro da trilogia, os dois seguintes foram uma grande desilusão. Especialmente Os Filhos de Wang Lung. Achei a narrativa muito parada e as descrições entediantes.
Mas não esmoreci e vou querer ler mais uns livrinhos desta autora, até porque só tenho ouvido falar bem dela.

Conclusão: Aconselho vivamente a leitura de Terra Bendita. Passa-se bem sem ler os outros dois.

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Escrever... para se ser lido...

>> domingo, 19 de Fevereiro de 2006

Há muitos anos que ler faz parte dos meus passatempos (será passatempo??), não posso passar sem os livros, tal como não passo sem os meus cadernos de apontamentos onde vou anotando tudo o que me apetece escrever em algum momento.
Houve anos e anos que escrevi para mim e apenas para mim, quando por motivos profissionais comecei a escrever crónicas todos gostavam de as ler e de sorrir (ou nem por isso) com elas.
Foi então que numa ocasião tive oportunidade de entrevistar o José Luís Peixoto e no meio da conversa ele me disse uma frase que ficou e marcou a minha postura perante a escrita (e por consequência, pela leitura):
"Que sentido faz escrevermos se não for para que o que escrevemos seja lido?"
... e acho que ele tem toda a razão...

Gosto do que ele escreve. Gosto da maneira como escreve.
E por isso aqui partilho convosco um poema...
(Obrigada pelo convite :-))) ... beijos)



este livro. passa um dedo pela página, sente o papel
como se sentisses a pele do meu corpo, o meu rosto.

este livro tem palavras. esquece as palavras por
momentos. o que temos para dizer não pode ser dito.

sente o peso deste livro. o peso da minha mão sobre
a tua. damos as mãos quando seguras este livro.

não me perguntes quem sou. não me perguntes nada.
eu não sei responder a todas as perguntas do mundo.

pousa os lábios sobre a página. pousa os lábios sobre
o papel. devagar, muito devagar. vamos beijar-nos.


in "A Casa na Escuridão" de José Luís Peixoto (Temas e Debates)

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L. Sepúlveda; C.Madureira;

>> sábado, 18 de Fevereiro de 2006

venham mais cinco, que duma assentada eu leio já...será mesmo?
três, à conta que Deus fez?
.
por via de uma amiga querida chegou-me um pedaço de prosa em bom portugûes, que já me fazia falta, de tanto ler e ser "obrigado" a
pensar e a falar tudo menos a lingua materna.
.
primeiro, a simplicidade de uma estória de animais, uma
parábola se assim o quisermos, porque aqui os animais falam
e entendem-se, o que nem sempre se pode dizer dos humanos,
ditos seres. lê-se num bocejo de gato.
.
de Luis Sepúlveda a "História de uma Gaivota e do Gato que a ensinou a voar"
.
"Esta é a história do gato Zorbas. Um dia, uma formosa
gaivota apanhada por uma maré negra de petróleo
deixa ao cuidado dele, momentos antes de morrer,
o ovo que acabara de pôr. Zorbas, que é um gato de palavra, cumprirá as duas promessas que faz nesse momento dramático: não só criará a pequena gaivota, como também a ensinará a voar. Tudo isto com a ajuda dos seus amigos Secretário, Sabetudo, Barlavento e Colonello, dado que, como se verá, a tarefa não é fácil, sobretudo para um bando de gatos mais habituados a fazer frente à vida dura de um porto como o de Hamburgo do que a fazer de pais de uma cria de gaivota... O grande escritor chileno oferece neste seu novo livro uma mensagem de
esperança de altíssimo valor literário e poético."
.
segundo, a descritivo percurso das Crónicas de viajante,
através dos olhos do autor, que nos dá, com valor e destreza,
uma imagem pessoal das terras de aquém e além-mar.
apenas me perdi em algumas partes que a linguagem é
demasiado rebuscada e coloquial para um viajante.
nem sempre lá estão as emoções que produziram as histórias.
interessante para quem gosta de viagens e do exótico.
este livro só será posto à venda a partir de 4 de Março,
quem estiver interessado pode assistir
ao lançamento aqui.
.
de César Madureira, "Mundos do Mundo - Crónicas de Viagem".
.
terceiro, apresentado ao público no passado dia 3,
este livro de contos pretende dar-nos
o prazer da subversão das expectativas,
" o leitor, a certa altura, já está por tudo, mas acaba
sempre surpreendido". Como ainda não li,
só folheei, as expectativas estão intactas,
portanto senhor autor, faça o favor de me surpreender!
.
de José António Franco, " Histórias e Morais".
.
por último, não contabilizando a poesia que se
segue na categoria anterior, estou em mãos
com esta obra apresentada hoje ao público.
palavras para quê, é poesia a ler no remanso
dos dias de Inverno, pegadas, porque não, na neve
que me rodeia.
.
de António Bento, "Pegadas".
.
A seu tempo voltarei para dar conta do que se me aprouver dizer
Continuação de boas leituras e até já!

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Good Omens

>> sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2006

Ai acho injusto estarem a relançar o Good Omens com capas tão giras!!! Simultaneamente verificamos que a moda do "Jonathan Strange & Mr Norrell" está a pegar.

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Cheguei ;-)

E cá estou eu para contribuir um bocadinho para este novo blogue. Confesso que não sou grande coisa a falar de livros. Adoro lê-los, mas não consigo exprimir-me bem no que toca a falar sobre o que o gostei e não gostei. Talvez por isso nunca tenha feito Estudos Literários :-p
O último livro que li foi Queen of the Big Time de Adriana Trigiani. Apesar de ter todos os livros dela lá em casa só agora li o primeiro :-)
Gostei bastante, tem uma leitura fácil e prende-nos apesar da sua simplicidade.
O livro relata-nos a história de Nella. Filha de emigrantes italianos a viver nos Estados Unidos, Nella luta constantemente por uma vida melhor para si e para a sua família, tendo, para isso, abdicado do seu maior sonhor: ser professora.
Tal como o livro Como água para chocolate de Laura Esquível, também aqui podemos encontrar algumas receitas verdadeiras que poderemos experimentar, caso queiramos.

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marasmo

>> terça-feira, 14 de Fevereiro de 2006

Eu bem que queria escrever o meu primeiro post neste cantinho sobre um grande livro, uma boa recomendação para todos irem já a correr procurar.

Mas não dá... o marasmo atacou-me, os livros de repente deixaram de me puxar como fizeram no início do ano passado.

Razões? As habituais: outros divertimentos, outras leituras...

...mas esse nem sequer é o maior problema. O marasmo assentou por uma falta de livros que me deixem colada às suas páginas. Anseio por um novo Memoirs of a Gueisha, 84 Charing Cross Road, Trovante, ou mesmo um Harry Potter, para me puxarem de novo para a leitura.

Como é que se combate este marasmo? Relendo livros que adoramos? Esta técnica sempre funcionou comigo, mas sinto pena de todos os outros livros que esperam a sua vez para serem lidos.

Que conselhos me dão? Que livros/bds recomendam?
Como fugir deste marasmo?

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E com esta me fico

Poema, n. Amor - desejo - calor - beijo. É este tipo de coisas assim, este lixo miserável que nos faz gritar: "Basta! Já chega!", e usar frequentemente um grande e sonoro ____-__.

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Recomendo-me a ler - Yasunari Kawabata

>> segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2006

Por vezes não são os livros, são os seus autores que nos seduzem.

Os livros, os mesmos livros, ai estes livros,
podem ter altos e baixos por entre as mãos dos seus autores,
mas os autores, eles mesmos, são os livros de páginas abertas à curiosa
leitura do mundo,mesmo quando partem de forma abrupta e
deixam um vazio
no seu lugar.

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Leituras diversas


Pois é. O meu primeiro post "a sério" não é para falar de livro nenhum em particular. É para dizer como estou desanimada e desiludida com as leituras deste ano...

Desanimada porque sinto que estou a ler muito devagar, a ler pouco, ainda este fim de semana (6ª feira incluída) só domingo à noite consegui pegar num livro. Sendo a leitura um vício como qualquer outro, ando a ficar de ressaca! :o)

Desiludida porque ainda não houve nada que realmente puxasse por mim, e já li 2 livros muito falados e muito apreciados, o
The Handmaid's Tale da Margaret Atwood e A História Secreta da Donna Tart. Enquanto que o 1º gostei mas não achei nada do outro mundo, o 2º foi mesmo uma grande desilusão para a vontade que tinha de ler o livro. De um dos meus autores favoritos, James Patterson, li London Bridges, muito, muito fraquinho. No meio disto tudo safou-se a autora-descoberta do ano passado, Jodi Picoult, com o seu Vanishing Acts, sempre temas polémicos e este não é excepção mas mesmo neste caso, dos 4 livros que já li dela este é sem dúvida o mais fraquinho. Ainda agarrei n' O Diabo veste Prada da Lauren Weisberger, já estão a fazer um filme dele, mas também não vale grande coisa... Digam lá, ando com azar ou simplesmente com má mood para leituras??

O que tenho agora na mesa de cabeceira é o
Catch Me When I Fall, empréstimo da A. e cá me vai restando a esperança de uma boa leitura...

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The Catcher in the Rye, J. D. Salinger

>> domingo, 12 de Fevereiro de 2006

O post da PA fez-me lembrar um livro que li no mês passado, The Catcher in the Rye do J. D. Salinger. Tinha-o em lista de espera há já algum tempo, mas a minha edição era da Livros do Brasil e já ouvi falar muito mal da tradução, por isso acabei por ler no original emprestado pela PA.
Agora tenho uma pergunta para quem já leu o livro. Será que alguém me consegue dizer qual o objectivo da história? E o porquê dele ter sido banido? É que eu confesso a minha ignorância, a única coisa que me saltou à vista foi a linguagem, seria muito forte para a época? Tirando isso, são 214 páginas em que não acontece nada, absolutamente nada, acompanhamos um adolescente na sua estadia de três dias em Nova Iorque. E pronto, não mata ninguém, não assalta nenhuma loja, não se atira de um prédio, não modifica a sua vida de maneira nenhuma, não faz nada de nada que justifique o estarmos a ler a sua história. Chegou a um ponto em que só me apetecia esganar o Holden, talvez assim ele fizesse alguma coisa, tomasse alguma decisão. Será que havia alguma coisa nas entrelinhas que eu não percebi? Só pode, para falarem tanto deste livro e haver tantos fãs, deve-me ter escapado qualquer coisa importante! :os

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Dicionário do diabo

Pois eu ando de volta deste livrito...













É (quase) de bolso e é muuuiiiito interessante.

Ambrose Bierce era um jornalista e escritor americano, nascido em Ohio em 1842, e que desapareceu numa viagem ao México em 1914. Ficou conhecido por escrever "sempre num estilo seco e económico" e por ser um "crítico social implacável". Tinha uma acentuada "propensão para a veemência e o sarcasmo" o que lhe valeu, no seu tempo, a alcunha de "bitter Bierce".

Este é, segundo Pedro Mexia (autor do prefácio), o seu legado mais original. O título original era Cynic's World Book (1906), mas depois ficou conhecido por The Devil's Dictionary.

"O que critica Bierce? Os fundamentos da sociedade do seu tempo: o patriotismo, o colonialismo, o militarismo, o clericalismo, a demagogia democrática. E os vícios humanos de todos os tempos: o oportunismo, a estupidez, a cupidez e a vigarice".

Aqui fica um gostinho para verem o estilo:

Amizade, n. Uma embarcação suficientemente grande para transportar duas pessoas quando o tempo está bom, mas apenas uma durante a tempestade.

Costas, n.pl. A parte do teu amigo que tens o privilégio de contemplar nos teus momentos de adversidade.

Escrúpulos, n. Uma palavra caída em desuso por expressar uma ideia que já não existe.

Insensível, adj. Dotado de grande força moral para enfrentar os problemas que acontecem aos outros.

Mulher, n. Animal que vive habitualmente nas proximidades do Homem e que é pouco susceptível à domesticação. Das espécies predadoras, esta é a mais amplamente disseminada, infestando todas as partes habitáveis do mundo, desde as graciosas montanhas da Gronelândia à virtuosa costa da Índia. A mulher é ágil e elegante nos seus movimentos, omnívora, e pode ser ensinada a não falar.

Paz, n. Na política internacional, consiste num período de vigarices entre dois períodos de conflito.

Santo, n. Um pecador morto, revisto e editado.

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A Tempestade, Juan Manuel de Prada

>> sábado, 11 de Fevereiro de 2006

Foi a minha desilusão de 2005. Lembrei-me dele agora, depois de ver uma das imagens que o Sr Descamisado deixou no post abaixo. Por mim é um dos que vos aconselho a NÃO ler mas se lhe quiserem dar uma oportunidade podem sempre pedir-mo emprestado.
Gostos são gostos e os meus não fazem História... Lá por eu não ter gostado não quer dizer que vocês não gostem.
Este livro estava na minha wl desde Junho de 2004. Coloquei-o lá como sugestão da amazon.com pela minha predilecção de livros relacionados com pinturas.
A apresentação até me convencia: Veneza. Inverno. Um falsificador de arte esvai-se em sangue na neve, um anel cai num canal e o assassino foge da cena do crime. A única testemunha destes acontecimentos é Alexandre, um espanhol que acaba de chegar à cidade para examinar o quadro de Giorgione, A Tempestade, a que dedicou quase cinco anos de estudo. O amor e a mágica atmosfera veneziana mudarão a sua forma de entender a arte, substituindo a teoria pela religião do sentimento.
Comprei-o quando, por um acaso, dei de caras com a tradução e... Oh que desilusão!
Revelou-se-me como um semi policial com linguagem rebuscada, pretenciosamente poética, mas em que nem as partes que se tentam sensuais nos tocam (Come on! Quem é que pensa: "Vencendo a minha pusilanimidade, forcei a gola da camisola para a beijar na confluência das clavículas, onde o osso se dobra e deixa uma concavidade que se adapta perfeitamente aos lábios do que rende preito"?!?). Coisa tão pouco romântica!
Fico sempre triste quando um livro me desaponta e ainda mais quando se serve dum quadro como 'chamativo' e depois o 'usa' tão pouco.
:(

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Obrigada, obrigada :-)

Vou gostar muito de estar por aqui.
Beijitos para tod@s e até logo

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The Art Of Travel

>> sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2006

"Desde que aqui cheguei nunca mais daqui quis sair" ver aqui como pode adquirir este livro e mais informações sobre o autor e as suas obras: www.alaindebotton.com

Este livro veio cair às minhas mãos, quase por acidente. Porque viajar é um gosto entre mim e este livro, bastante mais viajado que eu. Pelo tema que abordava e principalmente pela forma, com que muito me identifico, como o autor desenvolve o seu caminho, de fio a pavio.

De Botton usa uma abordagem das viagens de vários artistas, escritores e pensadores famosos [Gustave Flaubert, Edward Hopper, Baudelaire, Wordsworth, Van Gogh, Ruskin] que as realizaram na altura que as viagens ainda não estavam generalizadas nem as máquinas fotográficas faziam lei. E ao próprio autor cabe o papel de confrontar o mundo de hoje com a realidade do viajante.
Por todo o livro somos percorridos por saudades de locais que não conhecemos, mesmo que ali já tenhamos estado, modificados pelo passar dos tempos. Em todo o livro somos confrontados com as questões filosoficas de viajar e de viver nos locais para onde nos deslocamos. Se assumimos uma fachada de turista, na sua vertente mais denegrida, ou se nos aventuramos a incluir-nos na densa rede de habitos e costumes locais para melhor entender onde estamos.
Depois esta pequena obra que passa despercebida (261 pags formato A5 transversal) dá-nos tambem a conhecer pinturas, versos e escritos que nos ajudam a formar a opinião sobre esta arte de gostar de viajar e aprender.
Recomendo que leiam a descriçao do próprio autor e que, se tiverem oportunidade, não deixem de ler a obra por inteiro. Não vão dar o vosso tempo por mal empregue.
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WILLIAM  HODGES(1744-1797) A view in the Island of Madeira  (1777) Jacob van Ruisdael (1628/1629 - 1682) Quay at Amsterdam, c. 1670 EDWARD HOPPER American, 1882­1967 Portuguese Church in Gloucester, 1923
Passe o rato sobre as fotos

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E que tal abrir as hostilidades?

Acabou a festa...
.

limpam~se os restos...
.
Iniciam~se os trabalhos!
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! ordem à mesa d@s 1001 !
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?posso abrir as hostilidades?
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È que tenho aqui o livro certo para iniciar, se me permite?
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Sim?
.
Obrigada!!!!
.
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Click na imagem para saber o que penso da obra

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Se não se importam e me dão licença...

Aqui vão uns guardanapinhos

Image hosting by Photobucket

para limpar as migalhas

e as lágrimas de alegria :)

Fico contente por ser incluido

no ambito das "minhas amigas"

e de

tambem ser chamado a ser "uma delas".

Que honra, que prometo fazer jus.

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A invasão dos dados

Brindemos a inícios!
Vou pôr a chaleira ao lume e abrir a caixa de biscoitos! :)

... agora falaram-me em cotas? :P

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Eu, eu!!




Paparoca é comigo. Vou encher os livros de migalhas ;o)

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Pronto...

Eu trouxe o champagne. Quem traz os bolinhos?

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Então vá...


...brindemos a isso.
New beginnings são sempre uma lufada de ar fresco.
Aos livros que nos uniram. A vocês, minhas amigas.
:) PA

Ilustração: Shari Warren

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Champanhe e bolinhos!

Então? Quem trouxe?? Inauguração sem tchim tchim e sem trincar qualquer coisa não me parece nada bem!!
:o)

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Inauguração!

Declaro aqui aberto este Blog, com toda a pompa e circunstância a que tem direito! :o)
Este vai ser um espaço onde vamos falar de uma das nossas paixões, os livros. Se eles ocupam um lugar tão grande na nossa vida, porque não ter um Blog dedicado exclusivamente a eles?
E agora, um convite... Algum de vocês se quer juntar a nós? ;o)

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