E agora, algo completamente diferente!
>> sábado, 25 de Fevereiro de 2006
Frustrad(a)o com o seu trabalho?
Olá a todos!
Cheguei aqui agora a convite da Flor.
Vou gostar de ler os vossos comentários sobre livros, leituras e afins, e deixar os meus sempre que for possível.
Até breve!
... é dar com um SÍTIO onde comprando 25$ de livros... ou mais nos dão, à nossa escolha, outros 25$ de livros... ou mais.
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Se todos estão desencorajados com as leituras este ano, eu então estou desesperada, a falha parece-me minha porque a escolha dos vários títulos até nem é de todo má e, no entanto, não há livro que me pegue.
A verdade é que eu não acabei de ler nenhum livro este ano (excepto BD, e há um post no forno com as minhas leituras de BD deste ano). Seja como for decidi partilhar a minha desgraça com vocês, aqui fica uma lista dos livros que comecei a ler desde o ínicio do ano e que ainda estão pendurados:

"A História Interminável", de Michael Ende

"The Call of Cthulhu: And Other Weird Stories", de H. P. Lovecraft

"A Feast for Crows", de George R. R. Martin

"A Biblioteca do Geógrafo", de Jon Fasman

"The Princess Diaries", de Meg Cabot
E sem falar do que está pendurado do ano passado...
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Fiquei viciada no livro e não consgui largá-lo antes de o terminar.
Terra Bendita passa-se na China rural do século XIX e conta-nos a luta de Wang Lung e sua mulher, que vivendo uma vida dura de camponeses conseguem vencer na vida. E tudo graças à terra. Eles passam por tudo na vida: pobreza, fome, desgostos, etc. Mas, no final, conseguem ascender a um estrato mais alto, comprando a Casa Grande dos ricos da aldeia onde moram.
Os livros seguintes - Os filhos de Wang Lung e Casa Dividida - retratam a vida dos filhos de Wang Lung, em especial Wang o Tigre (filho mais novo) e o filho deste (Yuan).
Apesar de ter ficado fascinada com o enredo e forma de escrever do primeiro livro da trilogia, os dois seguintes foram uma grande desilusão. Especialmente Os Filhos de Wang Lung. Achei a narrativa muito parada e as descrições entediantes.
Mas não esmoreci e vou querer ler mais uns livrinhos desta autora, até porque só tenho ouvido falar bem dela.
Conclusão: Aconselho vivamente a leitura de Terra Bendita. Passa-se bem sem ler os outros dois.
Read more...Há muitos anos que ler faz parte dos meus passatempos (será passatempo??), não posso passar sem os livros, tal como não passo sem os meus cadernos de apontamentos onde vou anotando tudo o que me apetece escrever em algum momento.
Houve anos e anos que escrevi para mim e apenas para mim, quando por motivos profissionais comecei a escrever crónicas todos gostavam de as ler e de sorrir (ou nem por isso) com elas.
Foi então que numa ocasião tive oportunidade de entrevistar o José Luís Peixoto e no meio da conversa ele me disse uma frase que ficou e marcou a minha postura perante a escrita (e por consequência, pela leitura):
"Que sentido faz escrevermos se não for para que o que escrevemos seja lido?"
... e acho que ele tem toda a razão...
Gosto do que ele escreve. Gosto da maneira como escreve.
E por isso aqui partilho convosco um poema...
(Obrigada pelo convite :-))) ... beijos)
este livro. passa um dedo pela página, sente o papel
como se sentisses a pele do meu corpo, o meu rosto.
este livro tem palavras. esquece as palavras por
momentos. o que temos para dizer não pode ser dito.
sente o peso deste livro. o peso da minha mão sobre
a tua. damos as mãos quando seguras este livro.
não me perguntes quem sou. não me perguntes nada.
eu não sei responder a todas as perguntas do mundo.
pousa os lábios sobre a página. pousa os lábios sobre
o papel. devagar, muito devagar. vamos beijar-nos.
in "A Casa na Escuridão" de José Luís Peixoto (Temas e Debates)

Ai acho injusto estarem a relançar o Good Omens com capas tão giras!!! Simultaneamente verificamos que a moda do "Jonathan Strange & Mr Norrell" está a pegar.
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E cá estou eu para contribuir um bocadinho para este novo blogue. Confesso que não sou grande coisa a falar de livros. Adoro lê-los, mas não consigo exprimir-me bem no que toca a falar sobre o que o gostei e não gostei. Talvez por isso nunca tenha feito Estudos Literários :-p
O último livro que li foi Queen of the Big Time de Adriana Trigiani. Apesar de ter todos os livros dela lá em casa só agora li o primeiro :-)
Gostei bastante, tem uma leitura fácil e prende-nos apesar da sua simplicidade.
O livro relata-nos a história de Nella. Filha de emigrantes italianos a viver nos Estados Unidos, Nella luta constantemente por uma vida melhor para si e para a sua família, tendo, para isso, abdicado do seu maior sonhor: ser professora.
Tal como o livro Como água para chocolate de Laura Esquível, também aqui podemos encontrar algumas receitas verdadeiras que poderemos experimentar, caso queiramos.
Poema, n. Amor - desejo - calor - beijo. É este tipo de coisas assim, este lixo miserável que nos faz gritar: "Basta! Já chega!", e usar frequentemente um grande e sonoro ____-__.
Read more...Por vezes não são os livros, são os seus autores que nos seduzem.
Ainda agarrei n' O Diabo veste Prada da Lauren Weisberger, já estão a fazer um filme dele, mas também não vale grande coisa... Digam lá, ando com azar ou simplesmente com má mood para leituras??Pois eu ando de volta deste livrito...
É (quase) de bolso e é muuuiiiito interessante.
Ambrose Bierce era um jornalista e escritor americano, nascido em Ohio em 1842, e que desapareceu numa viagem ao México em 1914. Ficou conhecido por escrever "sempre num estilo seco e económico" e por ser um "crítico social implacável". Tinha uma acentuada "propensão para a veemência e o sarcasmo" o que lhe valeu, no seu tempo, a alcunha de "bitter Bierce".
Este é, segundo Pedro Mexia (autor do prefácio), o seu legado mais original. O título original era Cynic's World Book (1906), mas depois ficou conhecido por The Devil's Dictionary.
"O que critica Bierce? Os fundamentos da sociedade do seu tempo: o patriotismo, o colonialismo, o militarismo, o clericalismo, a demagogia democrática. E os vícios humanos de todos os tempos: o oportunismo, a estupidez, a cupidez e a vigarice".
Aqui fica um gostinho para verem o estilo:
Amizade, n. Uma embarcação suficientemente grande para transportar duas pessoas quando o tempo está bom, mas apenas uma durante a tempestade.
Costas, n.pl. A parte do teu amigo que tens o privilégio de contemplar nos teus momentos de adversidade.
Escrúpulos, n. Uma palavra caída em desuso por expressar uma ideia que já não existe.
Insensível, adj. Dotado de grande força moral para enfrentar os problemas que acontecem aos outros.
Mulher, n. Animal que vive habitualmente nas proximidades do Homem e que é pouco susceptível à domesticação. Das espécies predadoras, esta é a mais amplamente disseminada, infestando todas as partes habitáveis do mundo, desde as graciosas montanhas da Gronelândia à virtuosa costa da Índia. A mulher é ágil e elegante nos seus movimentos, omnívora, e pode ser ensinada a não falar.
Paz, n. Na política internacional, consiste num período de vigarices entre dois períodos de conflito.
Santo, n. Um pecador morto, revisto e editado.
Foi a minha desilusão de 2005. Lembrei-me dele agora, depois de ver uma das imagens que o Sr Descamisado deixou no post abaixo. Por mim é um dos que vos aconselho a NÃO ler mas se lhe quiserem dar uma oportunidade podem sempre pedir-mo emprestado. Vou gostar muito de estar por aqui.
Beijitos para tod@s e até logo

Acabou a festa...
.
Aqui vão uns guardanapinhos
para limpar as migalhas
e as lágrimas de alegria :)
Fico contente por ser incluido
no ambito das "minhas amigas"
e de
tambem ser chamado a ser "uma delas".
Que honra, que prometo fazer jus.
Read more...Brindemos a inícios!
Vou pôr a chaleira ao lume e abrir a caixa de biscoitos! :)
... agora falaram-me em cotas? :P

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