Novidades na Pilha TBR

>> Quarta-feira, 26 de Novembro de 2008

Tinha uns quantos Ticket Oferta para gastar, e como estes não podem ser usados em mais livraria nenhuma que não a Bertrand, lá fui eu às compras no fim de semana passado. É das poucas vezes no ano em que compro livros em Português, os preços estão cada vez mais proibitivos!

Vim de lá com este monte de livrinhos apetitosos, e para vossa informação, ainda me sobraram alguns, o que quer dizer que tenho de fazer outra expedição nestes próximos dias! ;-)




Read more...

O Jogo do Anjo, Carlos Ruiz Záfon

>> Segunda-feira, 17 de Novembro de 2008

Na Barcelona turbulenta dos anos 20, um jovem escritor obcecado com um amor impossível recebe de um misterioso editor a proposta para escrever um livro como nunca existiu a troco de uma fortuna e, talvez, muito mais.

Com deslumbrante estilo e impecável precisão narrativa, o autor de A Sombra do Vento transporta-nos de novo para a Barcelona do Cemitério dos Livros Esquecidos, para nos oferecer uma aventura de intriga, romance e tragédia, através de um labirinto de segredos onde o fascínio pelos livros, a paixão e a amizade se conjugam num relato magistral.

"Um escritor nunca esquece a primeira vez em que aceita umas moedas ou um elogio a troco de uma história. Nunca esquece a primeira vez em que sente no sangue o doce veneno da vaidade e acredita que, se conseguir que ninguém descubra a sua falta de talento, o sonho da literatura será capaz de lhe dar um tecto, um prato de comida quente ao fim do dia e aquilo por que mais anseia: ver o seu nome impresso num miserável pedaço de papel que certamente lhe sobreviverá. Um escritor está condenado a recordar esse momento pois nessa altura já está perdido e a sua alma tem preço."


Depois de um autor nos brindar com um livro como A Sombra do Vento, é normal que esperemos ansiosamente pelo seu romance seguinte, e que a expectativa seja muita.
Neste livro, voltamos a Barcelona e conhecemos personagens diferentes, um escritor, David Martín, que tenta sobreviver com base na sua grande paixão, os livros, a literatura, e a sua escrita, mas que se vê perseguido pelo azar, desde o falecimento do pai muito cedo ao despedimento do jornal onde trabalha, passando pelos sítios miseráveis onde vive e por não ter condições de ter consigo a mulher que ama. Até que um dia tudo parece mudar ao conhecer um editor que lhe promete uma mudança de vida e dinheiro em troca da escrita dum livro fantasioso, de religião e desgraça. O que Martín apenas percebe tarde de mais é que nessa troca também a sua alma está em jogo.
Conseguimos reconhecer no livro a mesma escrita que nos prendia às páginas em A Sombra do Vento e (embora não parecendo dado que levei 3 semanas a lê-lo), a leitura é quase compulsiva e difícil de largar, nem que seja por querermos saber o final. Achei o livro demasiado logo, principalmente a 1ª parte arrastou-se com conjecturas e diálogos que me pareceram desnecessários e acho que umas 150 páginas a menos no livro não o desfavoreceriam em nada, bem pelo contrário.
O livro é bastante "pesado", negro, demasiado até na minha opinião, não há um raio de luz na história para nos aquecer o coração. É demasiado fantasioso, ou seria eu que esperava algo mais "terra a terra" como no livro anterior, neste admito que não cheguei a perceber bem todos os detalhes da enorme teia de aranha que o autor foi tecendo pelas páginas e que o fim não me foi satisfatório, depois de tudo o que se passou acaba bruscamente e as últimas páginas então lançam a dúvida do que tudo aquilo foi, era tudo real? Pode na verdade acontecer algo assim?
O mundo que o livro nos mostra não é bonito, é cinzento e mau, as pessoas são tristes e sem uma hipótese de futuro. Outra coisa de que senti falta no livro foi o haver pelo menos uma personagem de quem gostar, de quem sentir a falta ao virar a última página, mas pouco mais que simpatia, ou talvez pena, senti por Martín, por Cristina e por Isabella. Ao terminar a leitura senti principalmente alívio por me libertar daquela escuridão e maldade, daquele espírito de olhos parados que nos persegue ao longo das quase 600 páginas.
Não me vou esquecer do livro rapidamente. Mas não é A Sombra do Vento. Não nos deixa aconchegados. Há que ler para entender.

Read more...

A Caixa em Forma de Coração, Joe Hill

>> Quarta-feira, 12 de Novembro de 2008

"Judas Coyne colecciona o macabro: um livro de receitas para canibais... uma corda usada num enforcamento... um filme snuff. Uma lenda do death metal de meia-idade, o seu gosto pelo bizarro é tão conhecido entre a sua legião de fãs como os excessos da sua juventude. Mas nada do que ele possui é tão inverosímil ou tão medonho como a sua última descoberta, um artigo à venda na Internet, uma coisa tão estranha que Jude não consegue resistir a pegar na carteira.
Por mil dólares, Jude tornar-se-á o orgulhoso dono do fato de um homem morto que se diz estar assombrado por um espírito inquieto. Ele não tem medo. Passara a vida a lidar com fantasmas - o fantasma de um pai violento, o fantasma das amantes que abandonara sem compaixão, o fantasma dos companheiros de banda que traíra. Que importância teria mais um? Mas o que a transportadora entrega à sua porta numa caixa preta em forma de coração não é um fantasma imaginário ou metafórico, não é um benigno motivo de conversa. É real."


A primeira vez que li a sinopse deste livro, por recomendação de uma amiga, pareceu-me ser mesmo o tipo de thrillers que me agradam, ainda por cima sendo o autor filho do Stephen King. Mesmo sabendo que é o primeiro livro do senhor, depois de ler tantas críticas positivas, achei que iriam ser umas horas bem passadas. Talvez as expectativas fossem demasiado altas, pois a desilusão foi enorme!

Achei a história confusa, a ideia provavelmente foi dar-nos a conhecer a mente de Jude, um ex-metaleiro viciado em drogas e álcool, que com tudo o que via acontecer à sua volta não conseguia distinguir o que era real do que era alucinação, nesse aspecto o autor foi bem sucedido. Mas para nós leitores, acaba por se tornar cansativo não fazer a mínima ideia qual o objectivo da história, e andar perdidos nas alucinações de outra pessoa durante boa parte do livro.

Eu não me assusto facilmente, é preciso uma história muito bem contada para me fazer pensar duas vezes antes de apagar a luz à noite, prefiro um bom thriller psicológico a uma história de fantasmas, mas acho que nunca tinha conhecido um fantasma que me desse sono. É verdade, desde o momento em que este fantasma aparece no corredor da casa de Jude, até ao desenlace final, que só me apeteceu gritar-lhe ao ouvido que fizesse qualquer coisa para além de aparecer ao volante de uma carrinha ou mostrar a navalha a toda a gente. Sinceramente não entendi a razão por que tinham tanto medo dele, eu já estava quase a dormir!

Este senhor devia ir ler alguns livros do pai, tal como o Gerald's Game, para se inspirar, aprender umas coisinhas e não ter tanta necessidade de chocar os leitores com descrições demasiado gráficas e totalmente gratuitas, talvez para os distrair do fraco enredo. Não consigo deixar de pensar que esta história, numas mãos mais talentosas, poderia ter dado um excelente livro, mas não vou deixar de ler a próxima obra deste autor, dou-lhe o desconto de ser a sua primeira tentativa no mundo da ficção!

Nota: 2/5

Read more...

Blog Under Construction


Este blog está praticamente às moscas e acho que já está mais do que na altura de mudar isso. Estejam atentos pois durante os próximos dias vão haver mudanças por aqui! ;-)

Read more...

Perdi a cabeça… de vez!!!

>> Quinta-feira, 6 de Novembro de 2008

Tinha um cheque oferta mais uma vale de desconto da FNAC e pronto, perdi a cabeça com uma trilogia que ando a namorar desde o número 1…

Tenho leitura para o Inverno :-) … ui, já me estou a imaginar naqueles fins de semana frios e de chuva… que delícia!!!!


Read more...

Ooops!!

>> Quarta-feira, 5 de Novembro de 2008

E pronto. De repente, como se não tivesse nada para ler (como se comprova pelo post anterior), comprei um 'light'.

Quatro pessoas aparentemente sem nada em comum vêem o seu nome mencionado no testamento de uma mulher que não conhecem. Quem foi Beatrice Malaspina e porque exige que compareçam na sua villa em Itália? Enquanto esperam pelas respostas, a magia do lugar começa a exercer os seus efeitos sobre eles: os frescos desbotados, os jardins exuberantes e a magnífica torre medieval não se assemelham a nada que já tenham visto. Aos poucos, quatro pessoas que sempre fizeram os possíveis por esconder os seus problemas descobrem que a mudança – e até mesmo a esperança – é possível. Mas a misteriosa Beatrice tem um segredo que os afectará a todos…

Read more...

Leituras recentes (não exactamente pela ordem de leitura)

>> Domingo, 2 de Novembro de 2008

A maioria dos livros que leio, faço-o por motivos profissionais. Mas alguns deles acabam por se revelar excelentes leituras.

Começo pelo último livro que li de um fôlego, não pelo facto de o autor ser um amigo meu, mas porque é realmente um policial cativante desde as primeiras páginas.

O PRIORADO DO CIFRÃO, de João Aguiar, foi lançado recentemente. Diz a sinopse oficial:

Em Londres, na sala do Museu Britânico onde está exposto o Estandarte de Ur, foi encontrado morto Sir Alastair Hopkins-Smith, um conhecido académico inglês. O corpo estava numa estranha posição, com o polegar da mão direita metido na boca, como se estivesse a chuchar no dedo.

Paralelamente, há outras ocorrências: o desaparecimento misterioso, na Áustria, de outro académico, o Prof. Heinrich Loewe; e a morte, num acidente de viação suspeito, de um escritor português, Alfredo Estria, um velhote excêntrico que escreve e publica obras de cunho esotérico. Há algo de comum nos três homens: todos eles se preparavam para atacar violentamente um livro que acaba de ser lançado nos Estados Unidos e promete ser um êxito mundial, o romance The Caravaggio Papers, de Ben Browning, que, através de um suspense bem urdido, passa a mensagem de que, na sua origem, a doutrina cristã era de tipo orgiástico…

The Caravaggio Papers
foi publicado por um grande grupo editorial de origem americana, a Thoth International, que detém uma editora portuguesa, a Codex 3, onde trabalha Miguel, o jovem protagonista deste romance. E mais não se pode dizer… Quem leu estas linhas já certamente percebeu que O Priorado do Cifrão é uma (excelente) charge a realidades que todos nós conhecemos e que têm hoje em Portugal uma inesperada actualidade. Ridendo castigat mores - terá dito para si próprio João Aguiar, que certamente se divertiu a escrever este livro tanto como todos nós nos divertimos ao lê-lo.

É uma sátira à sociedade global e, tal como refere o João num dos vídeos editados no sítio da Porto Editora, foi escrito com ácido sulfúrico. No mesmo sítio podem ler as primeiras páginas do livro ou ouvir o 1.º capítulo lido pelo próprio.

Aconselho vivamente!!


Nesta obra Helena Sacadura Cabral relata nove séculos de história de Portugal através do olhar e do destino que a vida reservou a nove surpreendentes mulheres — D. Teresa, a autonomista, D. Isabel, a pacificadora, D. Leonor Teles, a licenciosa, D. Filipa de Lencastre, a ínclita mãe inglesa, D. Catarina de Áustria, a centralizadora, D. Luísa de Gusmão, a poderosa, D. Carlota Joaquina, a usurpadora, D. Maria II, a restauradora, e D. Amélia, a protectora dos desvalidos.

Sobre o papel das mulheres na construção do país que somos, reina o silêncio. Se é indiscutível que a História de Portugal foi erigida com uma importante influência feminina, também é verdade que este contributo tem sido lamentavelmente minorado ou mesmo esquecido pela grande maioria dos historiadores. Exaltamos os nossos reis, as suas qualidades, os jogos de poder em que estiveram envolvidos, as vitórias que alcançaram. Mas as suas consortes são quase sempre vistas como meros peões deste jogo.


Neste livro, Helena Sacadura Cabral surpreende ao recuperar a história de nove magníficas mulheres que souberam deixar a sua marca e influenciar decisivamente a vida nacional. O que têm em comum D. Teresa, a primeira rainha de Portugal, Santa Isabel, D. Leonor Teles, D. Filipa de Lencastre, D. Catarina de Áustria, D. Luísa de Gusmão, D. Carlota Joaquina, D. Maria, a única mulher a ocupar, por direito próprio, a chefia do Estado português já num ordenamento constitucional, e D. Amélia, que viu morrer nos seus braços o marido e o seu filho, o príncipe herdeiro? Todas elas foram rainhas, regentes, mães, esposas dedicadas, diplomatas de calibre, políticas argutas e quase todas elas sentiram esse imenso fascínio que o poder parece desencadear.


Confessando que não é historiadora, a autora admite ser “uma mulher de hoje que se permite olhar o passado e ter uma interpretação muito própria do que julga terem sido as alegrias ou as tristezas, os encantos ou os desencantos, as ambições ou os tédios, os amores ou os desamores que, eventualmente, terão marcado estas figuras. As quais, em comum, partilham, quase sempre, a ambição de fazer da nossa terra uma mundo melhor”.




Um conjunto de crónicas publicadas no Metro e na Noite.pt, mas que conseguem ser interessantes.












Outro que aconselho é este. Escrito de forma encadeada, como se fosse um guião, o livro prende do princípio ao fim. De salientar o final completamente inesperado, mas surpreendente.

A Esfera dos Livros convidou Virgílio Castelo para se aventurar na escrita. O resultado foi um ambicioso e empolgante romance intitulado “O Último Navegador”.

O actor Virgílio Castelo apresenta-nos, no seu romance de estreia, uma história empolgante e ambiciosa que nos obriga a viajar até ao desconhecido ano de 2044. “O Último Navegador” mostra-nos um novo Portugal onde, depois de uma guerra civil sangrenta que vitimou milhares, nasce uma monarquia moderna. Um país de prosperidade e crescimento, onde não há atrasos nas consultas médicas, onde a Justiça funciona, uma nação com uma nova e fascinante capital chamada Lusitânia, situada entre a Beira Baixa e o Ribatejo. É este o país de Benjamim, o último navegador.

Benjamim é um homem amargurado e sem esperança. Sofreu toda a vida pelo amor de Mariana, assistiu impotente ao suicídio do seu irmão e foi acusado de um crime que não cometeu. É em Rosa, uma jovem psiquiatra, que procura um porto de abrigo para contar a sua terrível história. Rosa, a viver uma crise conjugal, vê o seu mundo virado do avesso. Este homem provoca-lhe sentimentos estranhos, fá-la duvidar da sua ciência e da razão. Leva-a a conhecer novos mundos.



E agora algo completamente diferente. Lêem-se bem, um e outro, e são óptimos para estas tardes chuvosas de Inverno, com uma lareira e/ou uma mantinha de lã polar…

A Esfera dos Livros criou recentemente uma nova chancela inteiramente dedicada aos grandes romances. “O Arco de Diana” vai publicar obras que foram best-sellers em todo o mundo. “Um grande amor tem sempre uma história que merece ser contada, por isso criámos ‘O Arco de Diana’. Uma nova chancela com livros que nos fazem sonhar”, referem os editores, defendendo que “precisamos do amor contraditório e absoluto para que as nossas vidas tenham sentido”.

N’“O Arco de Diana” podem encontrar-se as mais sedutoras histórias de amor e paixão de todos os tempos escritas por grandes romancistas mundiais. São histórias intemporais recheadas de alegria, emoção, amor, ciúme, volúpia, traição e desejo arrebatador. Os dois primeiros volumes, “Um Estranho nos Meus Braços” de Lisa Kleypas e “Flores na Tempestade” de Laura Kinsale já estão disponíveis nas livrarias.

Novela romântica, romance empolgante, passado no século XIX, onde o universo dos sentimentos femininos ganha papel de destaque, “Um Estranho nos Meus Braços” conta a história de Lara Hawksworth e do reencontro com o seu marido que julgava morto. Lara não podia acreditar que o seu marido, desaparecido há um ano num naufrágio, com quem tinha vivido um casamento infeliz e desprovido de amor estava vivo e iria voltar para casa. Como era possível? O homem frio e cruel que lhe atormentou a vida e só lhe deu dor, vergonha e humilhação no leito matrimonial. Agora estava ali. Mais magro, com a pele mais escura, mais velho… mas sem dúvida que era Hunter.

Aquele homem conhecia segredos que só o marido podia saber, tinha a sua fotografia guardada numa pequena caixa, a mesma que ela lhe dera há três anos quando aquele partira para a Índia. Mas, ao mesmo tempo, era um homem assustadoramente diferente. Mais meigo, atencioso aos seus caprichos, decidido a reconquistar o seu amor, a fazê-la sentir uma mulher desejada e a esquecer as memórias tristes do passado.


Já em “Flores na Tempestade” — romance histórico avassalador, onde somos levados ao universo de sentimentos femininos como paixão, amor e desejo — Laura Kinsale conta a história de Christian, um dos homens mais brilhantes e sedutores da alta sociedade inglesa. Um libertino que despertava paixões avassaladoras até que um trágico ataque o condena a um mundo de silêncio, sombras e de loucura.


Christian perde a capacidade de falar e a família coloca-o num sanatório, crente de que perdeu a razão. Maddy, de nascimento modesto e com uma alma simples e generosa, fica presa a este homem que lhe desperta sensações novas. Um homem que oscila entre a raiva e a frustração de estar preso ao silêncio, que a repele, mas que necessita da sua atenção e do seu carinho para o tirar daquele tormento solitário. A amizade que nasce entre os dois transforma-se num amor arrebatador. Fonte de necessidade, desejo… e de uma paixão redentora.




Ok. A primeira reacção é sempre de olhar para mim e pensarem que me passei de vez. Mas depois, quando eu empresto o livro e o lêem, reconhecem que é extremamente interessante.

Não que a vida do senhor me interesse particularmente, mas acontece que a Eduarda Maio traça uma breve história do país nos últimos 50 anos.

E está muito, mas muito bem escrito.

Preconceitos à parte, vale a pena ler. A sério!!!





Uma reedição que só pecou por tardia e que considero de leitura (quase) obrigatória: Stefan Zweig de novo em português

Para a larga maioria dos leitores deste século, Stefan Zweig (Áustria 1881 – Brasil 1942) é um desconhecido, uma quase relíquia literária própria de coleccionadores, um assombro de vazios. Como frequentemente acontece com os fazedores de grandes obras, também Stefan Zweig caiu no esquecimento, tropeçando nas armadilhas do tempo e perdendo-se de quem lê. Mas não de quem pensa a leitura e o seu carácter formativo primordial.

De alguns anos a esta parte, têm surgido um pouco por todo o mundo, línguas e culturas, vários estudos, ensaios, monografias e até debates sobre o escritor, a par com apelos ao reencontro com a sua magnífica obra. A sua capacidade narrativa, a perícia e a delicadeza da descrição dos sentimentos, a elegância do seu estilo converteram-no num narrador fascinante, capaz de seduzir desde as primeiras linhas.

Em Portugal, Stefan Zweig é um nome de mistérios para o grande público, ou até mesmo de ausência já que poucas são as obras editadas no país. No entanto, o escritor austríaco é um dos mais abundantemente lidos e respeitados autores europeus da primeira metade do século XX, tendo-se dedicado a quase todas as actividades literárias. Desde a poesia, à dramaturgia, Stefan Zweig foi tradutor, ensaísta, diarista, novelista contista, historiador e biógrafo. Reflectiu, filosofou e dedicou-se ao saber e à cultura, apurando um sentido de missão intelectual e existencial muito fortes e característicos de um humanista.

Procurando recuperar a sua obra para a geração actual, a editora A Esfera dos Livros lançou recentemente “Vinte e quatro horas na vida de uma mulher” e “Carta de uma desconhecida”, com tradução de Fernando Ribeiro

“Vinte e quatro horas na vida de uma mulher” é um relato apaixonante e intimista sobre a vida de uma mulher que se liberta das correntes do pudor e do preconceito social em nome de uma paixão avassaladora. Stefan Zweig leva-nos, com a sua habitual mestria, numa viagem ao mundo tortuoso dos sentimentos humanos e das suas incongruências quando a rotina de um hotel na Riviera é abalada por uma notícia escandalosa: uma mulher abandona o marido e as duas filhas, em nome de uma paixão por um jovem que havia acabado de conhecer.

Este episódio despoleta uma acesa discussão entre os hóspedes do hotel e leva a senhora C, uma aristocrata inglesa de 67 anos, a recordar um episódio secreto da sua vida que a tortura há mais de duas décadas.


“Carta de uma desconhecida”, por seu turno, decorre no dia do 40.º aniversário do conhecido romancista R. a partir do momento em que este recebe, entre a habitual correspondência, uma misteriosa carta. Escrita à pressa, com letra de mulher, duas dúzias de páginas de uma confissão que começava assim: “Para ti que nunca me conheceste”. Um relato dramático de uma mulher que ama, desesperadamente, um homem incapaz de amar alguém.

“Carta de uma desconhecida” é um dos mais aclamados livros de Stefan Zweig, no qual o escritor traça um profundo retrato psicológico de uma mulher que amou sem ser amada.



Agora estou a ler:











Nos intervalos vou dando andamento à minha fabulosa prenda de aniversário…
















E às minhas eternas colecções policiais:















E entretanto, estou a preparar-me para ler:

Read more...

A morte é uma cozinha aberta

>> Segunda-feira, 28 de Julho de 2008

Paula Alexandra Almeida

“Era uma vez uma mãe que adoeceu. Ainda jovem, com duas filhas pequenas, cruzava os braços à minha frente e dizia: ‘Temos de acreditar, não é?’ O cancro evoluiu e o seu único prazer — palavra rara — era esperar a mais pequenita no regresso da escola e lanchar bolachas de chocolate com ela. ‘Vê-la comer, rir, guardar isso tudo’. As nossas últimas conversas foram silêncios sobre um segredo contado pelos suicidas: a hora da morte. De Cristo não recebeu a manifestação da glória de Deus, não ouviu, como a irmã de Lázaro, ‘Esta doença não é para a morte…’ (João, 11,4)”.

Este é o primeiro texto da primeira das cinco histórias que compõem o pequeno grande livro de Filipe Nunes Vicente, a história de uma mãe que morre lentamente diante dos filhos. Recentemente editado com chancela da Bertrand, “Educação para a morte” é, como ele próprio afirma, “o resultado do contacto prolongado com as perdas dos outros”. Mas também “o reflexo de perdas pessoas que me ajudaram a ajudar melhor os outros. Aprendi a mastigar ambas, a morte é uma cozinha aberta”.

Diplomado em Estudos Aprofundados em Psicologia Clínica pela Universidade Paul Valery, Filipe Nunes Vicente “tenta tratar pessoas”, como refere a breve apresentação da badana. “Educação para a morte” aparece escrito em forma de blogue — o autor mantém um desde há alguns anos —, em pequenos posts. Histórias onde aparecem referencias literárias e filosóficas, mas não por necessidade de exibir conhecimento, adianta. Antes porque o seu trabalho, “tentar ajudar quem perdeu (ou quem se perde), exige muito mais do que o manuseio de meia dúzia de técnicas psicoterapêuticas”.

Assim, ao longo dos anos, Filipe Nunes Vicente foi-se socorrendo do que lê e aprende, “de quem sabe muito”. Afirmando mover-se em territórios “pouco favoráveis à burocracia psicológica” — a perda, a memória e o tempo —, o livro nunca fala em tratamento “porque ele não existe”, assegura. “O que pode acontecer é que através da conversa entre dois humanos um deles consiga organizar a colecção de banalidades que as redondezas da morte suscita”.

Os capítulos do livro assentam em histórias reais, das quais Filipe Nunes Vicente desenvolve depois “linhas e costuras”. E sobre os seus ‘personagens’, garante, “há gente de uma coragem extraordinária, por vezes quase obscena. Há gente especializada na resistência, há gente que se deita com a culpa. A memória vela todos”.

Recordando o conselho do oráculo a Zenão — ‘Torna-te da cor dos mortos’ — Filipe Nunes Vicente assegura que este é para ser levado à letra. “O amor morre, sim senhor, e eles não ficam connosco para sempre. Estes lugares-comuns, piedosos e compreensíveis, não iludem outro igualmente banal: ficamos sem um bocado de nós. Assim, a cor dos mortos é a cor do tempo”. Nas histórias e nas reflexões que transcreve neste livro, “estamos todos a olhar para um Sol que não nasce. É essa a cor”.

É que “não há apenas saudade dos que nos morrem. Isso é a cratera. Muitas coisas têm de se passar: transformações, recuperações, desistências”, afirma ainda. Depois, “é a tal costura. Pedaços, detalhes, imagens. A devastação é sobretudo silenciosa, grande parte dela — se não a totalidade — ocorrendo longe do olhar de amigos e terapeutas”.

Mas fica sempre alguma coisa, garante Filipe Nunes Vicente. “Um remoer, uma fotografia, um ritmo desamparado e, sobretudo, uma correnteza de desespero: é o trabalho da memória, ora crebra, ora grossa, essa grande e incansável artesã”.

Read more...

Change of Heart - Jodi Picoult

>> Segunda-feira, 30 de Junho de 2008

Este blog anda mesmo abandonado, tadinho :)


Acabei este fim de semana de ler o último livro da Jodi Picoult, e como sei que havia muitas críticas negativas e também algumas pessoas a quererem saber o que eu tinha achado, cá vim tirar as teias de aranha e o mofo às 1001 páginas.

"Can we save ourselves, or do we rely on others to do it? Is what we believe always the truth? One moment June Nealon was happily looking forward to years full of laughter and adventure with her family, and the next, she was staring into a future that was as empty as her heart. Now her life is a waiting game. Waiting for time to heal her wounds, waiting for justice. In short, waiting for a miracle to happen.

For Shay Bourne, life holds no more surprises. The world has given him nothing, and he has nothing to offer the world. In a heartbeat, though, something happens that changes everything for him. Now, he has one last chance for salvation, and it lies with June's eleven-year-old daughter, Claire. But between Shay and Claire stretches an ocean of bitter regrets, past crimes, and the rage of a mother who has lost her child.

Would you give up your vengeance against someone you hate if it meant saving someone you love? Would you want your dreams to come true if it meant granting your enemy's dying wish?"


Não é um "My Sister's Keeper" ou uma "Plain Truth" e a fórmula já é bem conhecida, mas o livro manteve-me interessada e foi agradável. A principal questão é realmente uma bocado parva na minha opinião: um homem mata a tua filha e marido, uns anos mais tarde a tua outra filha está a morrer e precisa de um coração, o mesmo homem quer dar o seu. Hesitas e precisas de pensar sobre isso? Eu entendo que pode ser difícil de aceitar, mas não pode haver realmente a dúvida, pois não?

O livro leva-nos até à prisão, para conhecermos melhor Shay, o "homem mau" que matou 2 pessoas. Mas é ele realmente mau? Então o que são os "milagres" estamos sempre a ver e que nos faz pensar no “The Green Mile” (temos até uma referência a isso, eu não li o livro mas fico a pensar se não é um bocado uma cópia)? Entra o Padre Michael, uma vez que foi uma das pessoas responsáveis pela pena de morte que Shay recebeu e que tem agora um monte de questões de fé. A conversa sobre religião às vezes chateou-me um bocado, era constante e eu queria saber o desenvolvimento da história, quanto à pena pena de morte em si, fez-me reflectir uma vez mais. Maggie, a advogada de Shay's foi a minha personagem favorita, sabesmos sempre o que ela pensa e sente sobre tudo. Quanto a June, a mãe, que somos levados a acreditar ser a personagem principal pela sinopse do livro, ela só “passa” pelo livro e não causa qualquer empatia ou emoção.

Será que Shay faz realmente milagres? Talvez nunca saibamos. O que o fez cometer os assassinatos? Isso não foi realmente uma surpresa, achei bastante previsível desde o início, pelo menos para mim. O fim, como é costume em muitos livros da Picoult, deixa muitas dúvidas e indefinições. Tão mau como se diz? Não. Uma obra prima? Longe disso. Uma leitura agradável sim.


Neste link este link que a F. me enviou, a crítica é muito dura. Levaria qq um a não pegar no livro :) Mas parece-me muito exagerada. Leiam e digam por vocês.

Read more...

>> Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2008

Terminei os dois primeiros volumes da série Outlander e gostei muito.
Agora vou fazer um intervalinho para ler outras coisas antes de começar o terceiro.
E como vão as vossas leituras?

Read more...

  © Blogger template Selamat Hari Raya Aidilfitri by Ourblogtemplates.com 2008

Back to TOP